Voltando juntos pós-pandemia: uma reflexão prática

Voltando juntos pós-pandemia: uma reflexão prática

Como eu, você já deve ter ouvido muitas pessoas falarem com entusiasmo sobre seu desejo pelo grande reencontro, que acontecerá quando a vida voltar ao “normal” (Até já conversamos um pouco sobre realidades A, B e C no nosso IGTV lembra?) Muitas igrejas até promoveram seu culto dominical de Páscoa como uma mera mini celebração da ressurreição – antecipando a verdadeira festa da ressurreição que será quando a congregação se reunir novamente em pessoa e pudermos abraçar um ao outro, ah, isso sim vai ser festa! Hehe.

Acho que esse desejo aponta para o fato de que fomos criados para viver e estar em comunidade. Por isso, muitas igrejas desejam que num estalar de dedos, num domingo qualquer a mudança aconteça e tudo volte a ser como era antes. Mas esse cenário parece improvável. Ao olharmos para outras partes do mundo que estão à frente do Brasil e da América do Norte na luta contra o COVID-19, existem poucas opções que podemos realmente considerar. E, claro, tudo isso depende das restrições e diretrizes da sua cidade, Estado e país.

Será que realmente podemos tirar os óculos da politização de remédios, doenças, sintomas e vacinas e pensar com os olhos do Reino sobre vidas, cultos e reuniões sem ponderar, quantificar ou fazer disso uma competição do que é mais importante ou não? Por isso enxergo e quero dividir 3 opções, cada uma com suas peculiaridades para o tão querido, ou possível, retorno:

Opção 01 – Continuar os encontros, digitalmente, até que as reuniões em massa sejam permitidas

Olhando para outros lugares ao redor do globo, a tendência maior parece apontar para um relaxamento das regras de distanciamento social seguido por uma contração ou contágio tardio, ou as chamadas “segundas ondas do vírus” – e essa tendência parece ir e voltar, hora forte, hora fraca, podendo continuar até que uma vacina seja criada, aprovada e disponibilizada a todos. Portanto, uma opção segura e conservadora no sentido “sem riscos”, pode ser a de permanecer totalmente digital até que sua região diga que todas as reuniões em massa estão seguras para recomeçarem.

Esta é uma opção especialmente atraente para igrejas maiores (mais de 1.000 membros) porque ser obrigado a parar de se reunir pessoalmente uma segunda (ou terceira ou quarta, quem sabe) vez pode ser muito mais difícil ou prejudicial para a congregação do que na primeira vez que todas as igrejas foram pegas de surpresa.

Dica: Se sua igreja seguirá esse caminho, é vital ter uma estratégia sólida de comunicação e conexão com aqueles que ainda não se sentirem seguros, para ir pessoalmente, quando reabrirem. Não deixe que sua igreja se torne um grupo que vai pessoalmente e outro que funciona em casa, no sentido cultural e congregacional, pois juntar as duas “igrejas” que se formaram antes do “novo normal” pode ser um problema.

Opção 02 – Pessoalmente, apenas no meio da semana

Provavelmente, sua igreja completa se reúne apenas uma ou duas vezes por semana no final de semana. É o panorama geral das igrejas brasileiras. Ao longo da semana, porém, você tem ministérios menores, reuniões, grupos de oração, grupos de estudos bíblicos e muito mais. Uma maneira de ajudar a fornecer uma conexão mais pessoal entre os membros e ao mesmo tempo evitar grandes reuniões, seria abrir seu prédio para ministérios no meio da semana – aquelas reuniões menores de 05, 10 ou mesmo de 20 pessoas (dependendo das orientações do governo e normas sanitárias da sua cidade e estado) – enquanto mantém todos os cultos de adoração online.

Isso pode permitir uma conexão mais rápida e profunda com sua congregação, porque são grupos menores de pessoas que estão centrados em um assunto ou tema específico. Se você escolher seguir esse caminho, certifique-se de comunicar claramente os planos de sua igreja para ajudar a manter o vírus sob controle por meio dos protocolos de desinfecção e outros meios sanitários.

Dica: Esta também pode ser uma ótima maneira de começar (ou renovar) o ministério de pequenos grupos de sua igreja, mesmo que digitalmente!

Opção 03 – Adote uma abordagem mais fluída

Outra opção que sua igreja pode considerar é adotar uma abordagem fluída de como sua igreja está se reunindo a cada semana. A maioria de nossas congregações tem um forte desejo de se reunir novamente, embora não possamos simplesmente estalar os dedos e voltar ao normal, podemos fornecer tantas oportunidades quanto possíveis para as pessoas se reunirem novamente. Isso pode ocorrer se você seguir a orientação de sua área para reuniões de grupo e alterar sua programação de serviço de adoração e culto para atender às necessidades atuais.

Por exemplo, digamos que você seja uma igreja de 200 membros frequentadores. Se o seu estado permitir que grupos se reúnam – com ou sem limitação de máximo ou mínimo de público cada vez –, sua igreja poderia oferecer três ou quatro horários de culto no domingo, junto com a transmissão ao vivo para não constituir uma aglomeração. Para tanto, você pode deixar vago dois lugares a cada um disponível de cadeiras/bancos e interditar uma fileira de cadeiras/bancos de espaço a cada fileira disponível. Assim, o distanciamento social é respeitado, e todos que se sentirem confortáveis em ir podem fazê-lo com segurança. Claro que não caberá mais os 200 de uma vez.

Assim, conforme a orientação da sua cidade/estado se expande e/ou se contrai, você pode adicionar ou reduzir serviços e cadeiras/bancos conforme o necessário. Você também pode pedir às pessoas que confirmem a presença de qual serviço planejam comparecer e torná-lo mais um evento com “ingressos” ou lista, para ajudar a garantir as diretrizes em vigor. Com essa abordagem, as reuniões em casa também podem ser uma opção para aqueles que não podem atender ao serviço – ou não se sentem seguros – pessoalmente. Lembre-se, nosso papel como corpo não é julgar, mas abraçar.

Dica: Certifique-se de que não há nenhum “boi na linha” da sua comunicação se quiser adotar uma abordagem fluída. Haverá muito o que se comunicar nas próximas semanas, incluindo mudanças nos horários de atendimento, a necessidade de RSVP ou inscrição nos cultos, os protocolos de higiene para adentrar o templo, número de lugares, etc. Uma comunicação fora de hora ou desencontrada é a receita perfeita para o desastre e desgaste dos voluntários e público.

Bom, como membros da igreja, estamos extremamente animados por estarmos juntos ou pelo menos poder tentar fazê-lo novamente. Outros, nem tanto, mas isso é o corpo de Cristo. No entanto, precisamos reconhecer que muito provavelmente não retomaremos a uma vida “normal” da igreja assim que as restrições forem suspensas. Do nada, de supetão. Em vez disso, vamos planejar com calma e sabedoria para que possamos liderar nossas igrejas em novas temporadas desse território desconhecido. Assim, nenhuma nova onda, ou novo vírus nos pegará de surpresa.

Meu maior desejo é que Deus o abençoe no processo de enxergar qual a sua realidade e a sua necessidade na reabertura dos cultos presenciais. Uma dica final e que tenho ouvido de muitos conhecidos é que todos estamos passando por essas dificuldades, e a queda das contribuições, dízimos e ofertas pode ser uma realidade difícil que você está enfrentando, mas se não tivermos fé de que Deus irá suprir a falta financeira e a crise que diante de nós se mostra, por que abrirmos as portas lá no primeiro dia de implantação da igreja? Se há falta de fé, não deveríamos discutir sobre reabertura, mas sim sobre fechar pois não confiamos mais na própria mensagem que pregamos, não é mesmo?

Se sua igreja discutiu tais ideias ou outras sobre como devemos proceder, divida com a gente aqui. Eu gostaria muito de saber o que você está planejando e pensando, quem sabe juntos encontramos uma saída melhor.

Direitos Autorais no YouTube, Lives e a Igreja de Cristo

Direitos Autorais no YouTube, Lives e a Igreja de Cristo

Olá, tudo bem? Como você está? Correndo pra editar, filmar e gravar os cultos online da sua igreja também? É, por aqui essa correria continua também, mesmo que tenha surgido do nada, né? Bom, pra quem não sabe, meu trabalho secular ou profissão é a de um advogado e hoje eu vou tentar misturar um pouco do meu conhecimento sobre leis, bíblia e o ministério de comunicação abrangente em nossas igrejas.

A primeira coisa que você deve se perguntar é “devo agir legalmente? Porque?”. Além do “dai a césar o que é de césar“, a igreja precisa saber do seu papel como referencial de condutas, de como ser exemplo no proceder para todos os seres humanos em sociedade. Por esta razão que eu gosto muito do versículo abaixo, que trago em duas versões interessantes:

“O ingênuo acredita em tudo que ouve; o prudente examina seus passos com cuidado”. Provérbios 14:15 – Nova Versão Transformadora

“O inexperiente acredita em qualquer coisa, mas o homem prudente vê bem onde pisa”. Provérbios 14:15 – Nova Versão Internacional

Buscar conhecimento no ramo do direito e nas leis de nosso país é, portanto, sinal de prudência, amadurecimento e mordomia cristã. Ver “bem onde se pisa” deve ser o maior referencial do cristão em um ministério hoje, afinal de contas, tem sempre alguém olhando e observando não é mesmo? Que exemplo queremos dar não é mesmo?

Então, seria uma boa você ver se tem aquele playback piratoso ou um software crackeado nos PCs da sua igreja e fazer um comprometimento consigo mesmo e com a liderança da igreja que em 2020 isso não pode mais existir em nosso meio, ok? Não por que muitos não podem ver, mas por que nosso Pai Celeste nos quer em santidade justiça e retidão (Salmos 15). Comece por estes termos, por favor, mas, hoje, temos algo específico pra falar: com essa pandemia as igrejas foram lançadas no mundo das lives e cultos online e um digamos, num primeiro momento, “obstáculo” dos direitos autorais derrubando lives e cultos. Logo, precisamos entender e compreender como ser verdadeiros e justos nesse meio.

A lei que rege o assunto de direitos autorais no Brasil é a Lei 9.610/98 e, resumidamente, ela diz que como propriedade intelectual, ou seja, algo que é fruto da imaginação e criatividade de um ser humano, as músicas, áudios e vídeos produzidas por alguém – em território nacional – podem ser protegidas no chamado direito de autor, desde que registradas, é claro, nos órgãos competentes que a lei descreve.

Tal registro concede ao autor três grandes direitos autorais: o direito patrimonial do autor sobre a obra intelectual, o direto moral do autor e certos direitos ou decorrências conexas. Um exemplo rápido de direitos conexos é o direito a uma fatia da arrecadação do ECAD nas execuções de suas obras.

Legal, mas onde eu quero chegar com isso? Eu quero dizer já de pronto que a maior parte das músicas evangélicas que nós tocamos nos cultos físicos e usamos em nossos vídeos de avisos de programação têm autores por trás delas e estes devem ser respeitados em seus direitos, para que além do dar a césar o que é de césar, e honra a quem tem honra (estes textos batidos tenho certeza que você sabe de cor), mas para que andemos corretamente e sejamos um referencial do que é viver plenamente a lei em um país que ama fazer o contrário do que a lei fala.

Notificação do YouTube

Vamos lá, acho que por meio de perguntas e respostas podemos ajudar você a compreender o assunto de forma prática e rápida:

1) A letra de uma música tem proteção?

Só a letra não é música. Tenha em mente que você conseguirá um registro literário de certa letra, mas se alguém musicalizar ela, constituirá obra derivada da sua e você não terá proteção nem direito de exploração da música com essa letra!

As obras protegidas por direitos autorias portanto, são obras lítero-musicais, ou seja, partitura/melodia + letra que conseguem o registro de música propriamente dita.

2) Quem pode explorar as músicas de um autor?

Quem tiver a delegação, outorga ou autorização do compositor original. O que quase sempre no caso prático está nas mãos das gravadoras, que podem explorar onerosamente ou não a obra musical (cobrando ou cedendo ela gratuitamente).

3) O que é copyright? Por que sempre escuto esse termo no meio desse papo?

Por que existem duas grandes escolas ou modelos sobre proteção de direitos autorais no mundo: a escola francesa e a anglo-saxônica. Muitos chamam de modelo francês (que é o adotado pelo Brasil na Lei 9.610) e o modelo americano. Copyright nada mais é do que o direito de cópia e você não precisa manjar muito disso se não mora nos EUAs.

Pra entender o modelo francês e consequentemente o adotado no Brasil, perceba que o modelo americano liga mais para o direito patrimonial do que o moral, ou seja, se você pode copiar é porque pagou para isso; e o francês se preocupa antes do patrimonial com o moral. O que é isso então? É o que popularmente se fala de “dar os créditos” ao autor. Seria mais ou menos um direito de ser citado, isto é o verdadeiro cerne da questão no modelo brasileiro atual.

O que biblicamente você também pode classificar como o reconhecimento e valorização do próximo que compôs, arranjou, orquestrou, musicalizou, derivou, versificou e/ou distribuiu uma obra musical.

4) Em termos práticos, o que eu posso ou não “tocar” nos meus cultos?

Ah! Aí você chegou onde eu queria. Depende do culto!

Se ele for físico, pela liturgia da reunião, que em via de regra não é um show, você pode tocar o que você quiser, afinal de contas uma reunião litúrgica, de culto a Deus, não visa lucro!  … MAS … desde que você respeite o direito moral do autor que é o de ser citado, para que se alguém se interessar pela letra e melodia da música, possa chegar ao seu real compositor e assim ele consiga fazer valer seu direito patrimonial da obra. Quem nunca curtiu uma banda nova e comprou seu CD ou baixou seus mp3 nas plataformas do itunes por exemplo? É assim que agimos corretamente.

Então quando você for colocar na projeção do telão a letra de um cântico para a congregação cantar, que tal colocar o nome do autor/compositor original da música? Você estará agindo corretamente e dando a chance de artistas serem conhecidos e abençoados por outras vidas que ainda não o conhecem. É o amor ao próximo artista no seu maior valor e criatividade.

Agora, se o culto for online (gravado ou ao vivo) ou for naqueles formatos live, você estará de certa forma “distribuindo” seu culto em uma plataforma online que pode atingir muitas pessoas. Neste caso, você não pode usar playback, multitracking, música inteira ou parte dela, inclusive versão, sem a autorização do autor! Isto é, se a plataforma em questão, por exemplo, o YouTube tiver um acordo de direitos autorias com o autor e ao identificar seu culto como utilizando obra de alguém (já explico como isso acontece abaixo) a plataforma pode bloquear, “derrubar” ou inclusive bloquear e excluir o canal da sua igreja! MEO DEOS!

Então frisando mais uma vez, na live ou no seu culto online, não pode ter videoclipe da banda original passando atrás da sua banda tocando a música, não pode playback original rolando enquanto um irmão sola, nem multitracking pra cobrir o tecladista que faltou (ou que não existe na sua igreja! Hehehe). Não pode é uma palavra muito forte, calma, em via de regra não é legal ou ético, mas pode desde que você tenha a autorização do autor original.

5) Então já era, não posso tocar nem utilizar mais nada de terceiros?

Claro que pode! Nos seus cultos físicos à vontade, mas tenha um maior carinho para com os onlines e lives. Dar os créditos é o maior começo, lembre-se disso!

6) Que parada foi essa de o YouTube identificar direitos autorias no meu culto?

Então, a plataforma do YouTube, quando foi lançada permitia que qualquer pessoa pudesse postar em um canal privado vídeos das maiores possibilidades possíveis. Foi maravilhoso no começo, mas em alguns meses tinha gente usando coisa dos outros como sua e aí a indústria fonográfica dos EUAs (a maior do mundo, claro), chegou no YouTube e quis que ele fechasse e morresse logo hehe. O YouTube, claro, se viu tendo que mudar suas políticas e encontrou um modelo de negócios “Pera lá compositor, acho que eu posso te ajudar e continuar na ativa”.

O YouTube, então, criou um algoritmo que caça áudios, vídeos e músicas pré-envidas à sua plataforma pelos compositores e, quando as encontra em canais que não sejam do autor original tomam as atitudes (ou takedown notices) que o compositor “mandou fazer” anteriormente. Este algoritmo se chama Content ID, e o que ele faz é o chamado Content ID match, isto é, se o autor original não quer ninguém utilizando a obra dele além dele, o Content ID derruba o conteúdo. Se ele autoriza a utilização sem monetização, você só recebe um aviso (é o que acontece com o maior número de igrejas), e se ele for Creative Commons ou autorizar o livre uso, você nem ficará sabendo de nada!

7) Como eu posso saber o que o autor ou compositor original quis, ou então reconhecer os autores originais de uma música ou versão pra dar os créditos bunitinho nos meus cultos? Me ajuda!

Opa, é pra isso que eu tô aqui meu chapa.

Se você gostou da música e quer repetir com sua banda e colocar certinho o nome nos slides da projeção e na descrição do vídeo no seu canal, anota aí três jeitos bons:

  • Acha a música no spotify, clica nos três pontinhos e em seguida na opção “créditos da música”, voilá, vai ter os nomes do compositor, co-autor, versionista e de quem está interpretando-a! Brigado, de nada. Hehe;
  • Acessa o site www.adorando.com.br – é uma empresa séria e cristã que detêm as maiores autorizações de músicas gringas gospel em território brasileiro. É até legal pra achar versões bacanudas e em português das queridinhas do Hillsong, Jesus Culture, Elevation Worship e afins;
  • Como último recurso, se você não achou nas duas opções anteriores, entra no site us.ccli.com – é a base de dados de todas as músicas evangélicas gringas que foram registradas lá!

Acho que com 99% de chance se você não encontrar nessas 3 formas, a música não existe, ou pelo menos não foi registrada, claro!

Acho que é tudo pra não ficar muito maçante, mas se tiver alguma dúvida, comenta embaixo e a gente tenta responder ou chegar na resposta juntos!

Continue o bom trabalho do evangelho dentro das leis de nosso país, pois nosso povo precisa ver essa mudança e, se ela começar de dentro das nossas igrejas, melhor ainda!

Instagram Stories para igrejas: 04 dicas rápidas

Instagram Stories para igrejas

Se inovação é o que você está buscando para as redes sociais da sua igreja, Instagram Stories sem dúvida é um excelente começo! Desde que a timeline de fotos do Instagram passou não mais ser em ordem cronológica (assim como o Newsfeed do Facebook – leia mais aqui), mostrando seus posts a menos seguidores, a função de “histórias” do Instagram passou a ganhar grande relevância dentro do aplicativo.
Então, que tipo de conteúdo seria interessante para sua igreja engajar mais seguidores (antigos e novos) nos “stories” do Instagram? Veja as dicas!

1) Agenda e avisos da semana

Fale das atividades da semana, seja em fotos ou vídeos, de forma rápida e objetiva – lembre-se que as histórias duram apenas 24 horas então é importante que o aviso seja para o dia seguinte ou mesmo dia!

Instagram Stories: Agenda Semanal e Avisos
Instagram Stories: Agenda Semanal e Avisos

Uma outra boa opção é usar os “Destaques” das histórias, onde você pode salvar uma sequencia de “stories” para que eles não se percam em 24 horas.

Instagram Stories: Histórias em Destaque
Instagram Stories: Histórias em Destaque

Veja como colocar suas histórias em “Destaque”:

Instagram Stories Highlights
(créditos da imagem: ProChurch Media)

2) Backstage e contagem regressiva para os cultos

Mostre os preparativos e um pouco de tudo que é feito antes das pessoas chegarem! Use também como lembrete para seguidores, caso os cultos sejam transmitidos online. Uma excelente função, é colocar o link para sua transmissão online direto na história, como mostrado abaixo:

Instagram Stories: como adicionar links
Instagram Stories: como adicionar links

3) Frases de impacto ou ditas durante a pregação/louvor de domingo

Particularmente, não sou muito fã daqueles stories suuuper longos com todo o momento de louvor ou pregação do pastor, que mal dá para entender. Nossa sugestão aqui é para que foquem mais em algumas frases de impacto durante esses momentos e postem como foto+texto, de modo que fique mais compreensível para os que acompanham. Lembre-se que nem todos estão ali vivenciando o mesmo momento que você, porém a mensagem transmitida deve sim fazer sentido a todos!

Frases que tenham a ver com a temática do ano/mês, ou até mesmo do que foi falado no último culto, também têm um grande impacto em quem segue sua igreja.

Instagram stories: exemplo de frase publicada durante culto
Instagram stories: exemplo de frase publicada durante culto

4) Devocionais

Essa é uma das ideias que acho mais incríveis! Devocionais diários curtos (BEM curtos!) no stories. No exemplo abaixo, da IBMorumbi, diariamente uma passagem bíblica para meditação e motivos de oração são compartilhados nos stories, dentro da mesma temática anual da igreja. É muito similar aos devocionais que tradicionalmente colocamos dentro dos boletins impressos (mas que sempre perdemos no meio do caminho, fala verdade! Haha), só que sempre em mãos! 😀

Instagram Stories: devocionais
Exemplo de devocional diário no Instagram Stories da IBMorumbi, SP

MATERIAL PARA DOWNLOAD!

Pensou que ia ficar sem aquele “freebie” de sempre? Claaaaro que não! Disponibilizamos abaixo 02 templates já no tamanho padrão do Instagram Stories (540x960px) para você começar. É só clicar e baixar!

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Para ter acesso ao material gratuito, basta adicionar seu email abaixo:

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E vocês? Tem usado o Instagram Stories como forma de engajamento criativo em suas igrejas? Conta pra gente!

05 tipos de ministérios de comunicação que merecem reflexão

05 tipos de ministérios de comunicação que merecem reflexão

Já se perguntou o pra que você “trabalha” na igreja local? Essa pergunta pode aparecer num momento de desânimo ou num de alegria mesmo. Pra que estou fazendo o que faço aqui? Tenho certeza que definitivamente não é porque todos nós precisamos de mais encontros, ou mais coisas para se realizar, ou porque faltam obrigações para se firmar dentro de nossas vidas. Estamos nos reunindo como líderes em comunicação (e aqui uso intencionalmente esse termo de forma genérica e ampla para abraçar todos que desempenham um papel na igreja local, seja na fotografia, filmagem, trilhas, vídeos, liderança e avisos, ou tudo mais sobre comunicação), para um culto que no fim seja possível nos tornar um corpo em louvor e adoração a Deus.

Pela minha experiência com grupos de louvor, grupos de comunicação e de jovens (certas vezes como um membro ou outras como líder de determinado grupo), pude perceber e observar diferentes paisagens e cenários de liderança em comunicação atuais e ao final me parece que há cinco grandes tipos marcantes e diferentes de grupos ou ministérios de comunicação por aí. São cinco maneiras de se fazer isso. Cinco abordagens de como estruturar, ver e liderar um grupo “que funcione”.

Essas formas me vieram à mente pela necessidade de se marcar uma reunião com todos os envolvidos no ministério de minha igreja atual, quando precisava convidar todos os já envolvidos e os que queriam se envolver, mas que ainda não tiveram a chance, para algo que espero que se torne regular ou pelo menos mensal, visando a construção da comunidade, a apresentação da visão, o encorajamento e a formação de uma cultura de comunicação que é tão necessária em nossos dias atuais.

#1 – Grupo LinkedIn: pronto e perfeito para preencher vagas

Precisa de um câmera? O André é o cara. Precisa de outro? Temos o Diegão ali no canto. E, nesse mês, como você vai acabar precisando de um rosto novo pros avisos do telão, tranqüilo, só chamarmos a Raquel, ou a Maira, inclusive o Rafael. Ah! tem também o Roberto, a Flávia, o Mauro,…

Nesse tipo de grupo, os membros são apenas nomes associados às funções num quadro negro pendurado na central de planejamento do líder e sua contribuição como o frente da fanfarra é preencher as vagas em aberto com quem possa fazer no momento desejado. Se o Diegão resolver deixar a igreja, sabe-se Deus lá porque, ninguém da equipe realmente sentirá sua falta ou se importará, afinal de contas ele é só mais um na operação da câmera. Ou até mesmo, se a Raquel quebrar o braço e não puder editar os vídeos da semana, ninguém se importa conquanto a Flávia puder fazê-lo em seu lugar.

Ninguém está sendo realmente edificado, cuidado, encorajado, conectado ou relacionado com os demais. Todos são uma função em uma agenda qualquer da rotina semanal do líder, que sem dificuldades apenas maneja as peças do xadrez de atividades nos programas procedimentais.

#2 – Grupo Constelação: cada estrela brilha, brilha muito em seu lugar

O ministério ou grupo tem um nome próprio, um líder claro e carismático, o grupo faz performances e dá palestras afora, mas fazem intermináveis sessões de fotos a cada trabalho encerrado. Eles são super cools na igreja toda, sabe?

Nesse tipo de grupo, os membros são mini celebridades e o líder é a celebridade principal que fica na capa da banda, sempre a frente nas fotos de equipe. Quando os novos convertidos ou novos interessados (sejam eles habilidosos ou não, iniciados ou avançados em tecnologias ou processos) quiserem fazer parte do mesmo grupo de comunicação não estarão nunca no nível ou patamar dos antigos e devem usar as mesmas roupas, os mesmos “sets” e “equips”, pra tentar chegar perto deles.

É difícil para o autodidata, esforçado ou iniciante fazer parte deste grupo. Fora que este grupo por si só não se sustenta por muito tempo, alguém sempre vai querer tomar o lugar no holofote, muitos virão e sairão, qualquer dificuldade ou orçamento reduzido acaba com o sonho e os modismos terminam por ser ultrapassados, como sempre o foram e serão.

#3 – Grupo GospelCom: uma pirâmide gigantesca de castas e cargos

A igreja é dividida em escalões e os mais altos, claro, estão relacionados aos cultos de domingo. Os grupos médios são os grupos de jovem e de louvor e nos de menor escalão estão os ministérios infantis e terceira idade. É batata, falou que tem que cobrir um evento das crianças ou fazer um vídeo pra terceira idade que os atestados médicos brotam do chão! Hehe.

Nesse tipo de grupo as leis da selva imperam absolutamente: é cada um por si e nem Deus por todos, pois todos estão sempre querendo chegar no mais alto escalão, que é aparecer no telão em pleno culto matutino, ser o fotógrafo daquele louvorzão evangelístico da noite e muitos outros.

É nesse grupo que quando um membro mais desenvolto ou dotado se junta à igreja, os outros integrantes são ameaçados e têm que prontamente proteger seus lugares no escalão. Muitos dos membros dos escalões inferiores não acreditam que seus dons importam ou são apreciados e utilizados verdadeiramente. E o líder do grupo estará quase que constantemente controlando e equilibrando egos, lidando com sentimentos de mágoa e rancor, evitando dar feedbacks e colocações de certas pessoas e dons honestos no grupo, simplesmente pelo local ou atividade onde ele coloca cada pessoa na agenda semanal. Deus nos livre de colocar o Roberto, operador da projeção de domingo, na escala do culto dos jovens, ele vai se sentir rebaixado! Se colocar o Adriano pra tirar foto junto com a Amanda então vai dar zica meu…

#4 – Grupo Sid, da Era do Gelo: “chegar ao navio e não estragar tudo, chegar ao navio e não estragar tudo, chegar ao navio e não estragar tudo!!”

A igreja faz aquilo que dá no tempo que dá, com quem ali estiver, correndo pra dar tudo certo antes da oração inicial. Ufa! Terminou o culto e só um vídeo travou! Parece que tem aquela placa de “Estamos a 9 dias sem nenhum incidente” pendurada em cada membro da equipe, sabem? Muitas vezes por falta de organização do líder e pouquíssimas por falta de pessoal, trabalhar na igreja parece ser mais estressante que no expediente da semana normal. Cada domingo, sábado ou atividade é um Deus nos acuda.

É nesse grupo que o cansaço, se não venceu ainda, vai vencer um dia. Claro que os imprevistos acontecem em qualquer grupo humano, mas neste aqui parece ser a regra. E é claro que este grupo não é convidativo para nenhum novo membro. Os que estão dentro querem sair e os que estão fora fogem sempre do líder, casualmente desesperado que pede ajuda incessantemente a cada final de semana. Você pode até estar neste grupo de comunicação porque não conseguiu dizer não para aquela carinha do gato do Shrek! E pode parar de ler esse post que o culto ta começando e os slides das músicas da banda precisam ser digitados agora, entre uma oração e outra. Corre Sid, corre!

#5 – Corpo

Por fim, o quinto tipo de grupo de comunicação é aquele que só uma palavra, com total significado bíblico, pode resumir: Corpo. Em um corpo, há variedades de dons, talentos e serviços, mas apenas um único e mesmo Senhor. Há dons diferentes dados pelo Espírito, mas todos são capacitados por esse mesmo Espírito Santo. Pode haver divisões estratégicas ou sub-líderes para organização, mas não deixa de ser um corpo, com muitos membros, órgãos e tecidos. Os membros diferentes (como os pés, braços e mãos) precisam uns dos outros para realmente funcionar e eles sabem disso.

Os membros diferentes (como ouvidos, olhos e boca) pertencem uns aos outros e é Deus quem organiza os membros como o agrada. Não há competição nem destaque individual constante. Os membros mais fracos são indispensáveis. Os membros mais fortes são indispensáveis. A honra é dada uns aos outros e não há divisão. Quando um membro sofre, todos sofrem JUNTOS. E quando um membro é honrado, todos se regozijam, juntos. Paulo mostrou esse grupo de comunicação pra nós em 1 Coríntios 12: 4 -12.

“Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, conforme quer. Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo.”

E esse é o tipo de grupo de comunicação que eu quero e gostaria de construir sempre! Porém, por muitos anos eu trabalhei como um membro de um escalão em um grupo e também já cai na rede de ser um líder “preenchedor” de vagas. Mas esses não são os modelos de ministério e grupo de comunicação duradouros a longo prazo. Ajudar a construir, trilhar o caminho e fortalecer um verdadeiro corpo é o caminho certo a se seguir, pois este perdurará sobre todas as adversidades e obstáculos. Claro que este não é o caminho mais fácil ou o mais glamoroso, nem o caminho isento de dores e falhas, mas é o que produzirá mais frutos, e frutos de qualidade.

Gosto de pensar que esse é o modelo que irá durar mais, pois abraçará os membros em um nível mais amplo de idades, níveis de experiência e proficiência, habilidades ou personalidades, que permitirá uma rampa de acesso mais fácil para novos e atuais membros, fortes e fracos, conhecedores ou não, que será mais sustentável para a congregação ou comunidade, que irá durar após a saída de um líder ou pastor (caso ocorra!) que sobreviverá à mudança ou oxigenação da liderança e que terá saúde espiritual, emocional e organizacional suficiente para transformar vasos quebrados que somos em algo lindo, humilde e centrado no louvor, glória e adoração de Cristo.

Brincadeiras, estereótipos, nomes fictícios e exageros à parte dos grupos acima, você sabe que deve fugir dessas generalizações dos primeiros grupos, então faça um compromisso com Deus e consigo mesmo, seja a parte essencial que o outro precisa no ministério ou grupo, viva a diversidade e beleza do corpo de Cristo, para honra e glória de nosso Deus! Estamos juntos nessa tentativa. Nesta semana pude assistir um vídeo, sobre os 500 anos da Reforma Protestante, em que um pastor dizia que o contexto das igrejas brasileiras cambaleia entre a superficialidade e o pragmatismo baseado na praticidade dos resultados, e a ortodoxia fria ou tradicionalismo desconectado da missão. Mas eu tenho certeza que com a ajuda do Espírito Santo, nós podemos mudar este cenário.

Igreja reformada de verdade é aquela que se reforma a cada dia e a cada instante, que se reavalia e melhora onde erra com cada atividade e visitante novo. Que tal começar hoje, pela sua vida, pela sua equipe de comunicação? Que Deus nos abençoe a atingir o ideal do corpo, em toda e qualquer atividade que nos prontificarmos a fazer!

Até uma próxima.

Comunicação Interna: um meio, não o fim

Comunicação Interna: um meio, não o fim

Se como eu, você começou a ter sua vida social ampliada e expandida por uma janela do MSN Messenger, você sabe o quão tenso era receber aquela tremida de tela, a famosa chamada de atenção. Era engraçado de início, mas ao mesmo tempo revelava que você estava prestando atenção em outra coisa e não naquela pessoa em particular. Isso sim era chato, e muitas pessoas ficavam bravas por você não ter avisado que estava fazendo outra coisa ou que estava “afk”. Quem lembra dessa?! Hehe (pros que não lembram, AFK = “Away from Keyboard”, longe ou fora do teclado).

Da mesma forma, algumas de nossas igrejas, e por que não dizer alguns de nós, temos feito o mesmo com nossa mensagem. Abrimos a conversa com nosso bairro, iniciamos o trabalho de construção do local de cultos, convidamos muitos para a inauguração, fizemos eventos, pregações, louvores, e depois de certo tempo, nos voltamos para nós mesmos, esquecemos a janela aberta e não avisamos que saímos da frente do PC pra resolver aquele pequeno probleminha chamado de comunicação interna.

Quase como sua mãe te chamando, em tempos de escola, com aquele berro estridente no meio da conversa, tem sido a nossa atitude com o ministério de comunicação. Você de pronto corre a atendê-la e deixa aquela conversa marota com a amiga da escola aberta e, quando volta, tarde demais, ela já tinha ido embora. Status Offline. Bonequinho vermelho. Última mensagem visualizada em…

Essa metáfora me veio a mente ao começar a ler, nesse mês, o livro intitulado de “Discipulado” de Dietrich Bonhoeffer. É incrível como um cara que viveu na Alemanha nazista pode falar dos perigos que a igreja cristã brasileira tem vivido na atualidade: virou-se as costas para o verdadeiro discipulado de Cristo e abriu-se os braços para uma graça barata, interna, que existe em si mesma, sem Cristo, sem discipulado, sem cruz, sem arrependimento, que nos torna cultural e burocraticamente cristãos e não verdadeiramente imitadores de Cristo.

Calma, não to acusando ninguém, falo pra mim mesmo estas coisas! Vivemos um perigo constante de nos tornarmos ativistas. Estamos indo à igreja e não sendo igreja, muitas vezes… E nossa comunicação parece evidenciar isso. Antes pensávamos no que os outros iriam dizer, nos voltávamos para como um “não-cristão” tomaria ou entenderia determinado título, nome ou divulgação e hoje estamos mais preocupados em não incomodar o fulano que a 40 anos frequenta a igreja, que a tanto tempo se acostumou a pregar, participar, louvar ou trabalhar naquele lugar chamado igreja. Eu não sei ainda, como, porque e quando isso aconteceu, mas a “clubeficação” da igreja é uma realidade que temos que combater urgentemente.

Em algum momento essa comunicação virou ministério e departamento, e parece que se fechou pro interno, se “institucionalizou” de uma certa má forma. Deixou o visitante e o “não-cristão” com a janela aberta, sem a possibilidade de que ele chamasse nossa atenção, afinal de contas, não existe botão de chamar atenção na vida real, né?!

Quero que você perceba que o ministério de comunicação de uma igreja deve sim comunicar os membros das atividades, ideias e vontades da comunidade em que está inserida, mas este não é o fim deste ministério! Nem nunca foi!

Tudo e todo esforço de qualquer área de uma organização religiosa é propagar sua mensagem. Isto é, a missão da igreja e de todos os seus departamentos, bens e membros é pregar o evangelho a toda criatura e fazer discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que Cristo mandou (conforme os textos de Mateus 28 e Marcos 16), e as atividades internas e comunicações pessoais devem ser apenas um dos meios para se alcançar isso.

É por essa razão que eu acho que um site de uma igreja, que não tem seu endereço e horários de cultos visíveis e super diretos na primeira olhada à Home de sua página, está se fechando para si mesma. Uma Fanpage de igreja ou ministério que não responde comentários ou que interage com um “pequeno” atraso de dois meses com seus visitantes erra e erra feio em ter comunhão e alcançar os “não-cristãos”. Assim como um grupo de jovens que tem apenas um grupo fechado de WhatsApp, exclusivo para membros frequentadores, e que não divulga suas atividades para possíveis visitantes, seja com uma sessão no site principal da igreja ou com uma fanpage própria no Facebook, está errando em sua maior vocação: divulgar o evangelho de Cristo aos seus iguais.

Não estou dizendo que a comunicação interna é um problema em si mesmo, mas o exagero e total esforço voltado a ela é sim um problema pós-moderno. Viver num feudo religioso traz maiores conseqüências do que imaginamos, essa atitude transforma engajamento em afastamento e aversão. Afinal, uma árvore nunca produz frutos para si mesma, ela sempre alimentará outros seres e não a si própria. Por que, então, o cristão deve ser diferente?! Não devemos nos fechar para nossas igrejas e ficarmos de fora do Reino.

Tantos frutos caem de nossas árvores e apodrecem dentro de nossos salões, cultos, encontros de líderes, acampamentos e congressos que poderiam alimentar multidões não é mesmo?! Certo garoto tinha apenas cinco peixes, dois pães e uma oportunidade gigantesca: estar ao lado de Cristo num exato momento da história (João 6:9). Ele não guardou os peixes apenas para seus líderes interessados em teologia, ele não entregou os pães para as únicas que vieram no chá de senhoras, ele os mostrou a toda uma multidão. Imagino que ele tenha dito em alto e bom som a André, um dos discípulos: “tenho dois pães e dois peixes aqui!” (quase como um “status” no nickname, despretensioso mas convidativo) e ele os entregou às mãos de Jesus Cristo. Tudo o que ele tinha naquele momento foi entregue na obra do Reino.

O resto da história você já sabe! Então, que tal fazer o mesmo com tudo aquilo que você tem disponível em suas mãos?! Que tal sermos intencionais em tudo o que fizermos dentro de nossas igrejas neste mundo?! Que tal atingirmos os doentes e marginalizados a quem Jesus Cristo deu maior valor e atenção?! Tenho certeza que com Cristo no barco não há tempestade, crise ou barreira impossíveis de se vencer!

O retorno de Cristo está próximo e a igreja brasileira parece não ter mais a mesma urgência de tempos atrás. Não se conforme com isso! Abra os horizontes da sua comunicação. Divulgue e expanda o verdadeiro evangelho de Cristo através das mídias digitais que temos em mãos. Por menor que pareça a sua reunião, evento ou encontro, temos sempre alguém olhando ou procurando. Quem sabe um jovem estava querendo conhecer a sua reunião hoje. Será que ele encontrará a sua igreja aberta pra recebê-lo, ou saberá que todos estão na casa do Lucas fazendo um pequeno grupo?! Quem sabe um pai de família desesperado precisa de alguém pra conversar. Será que ele sabe que toda segunda à noite existem homens reunidos no salão da sua igreja dividindo suas vidas?! Quem sabe uma mãe preocupada com seus filhos precise de alguém pra ajudá-la a orar por eles. Será que ela pode encontrar no facebook que as mulheres da sua igreja se juntam justamente pra orar umas pelas outras naquela quinta-feira à tarde?!

E então, voltando à ilustração do MSN Messenger: o mundo acabou de entrar. Ele está ficando offline e online seguidas vezes. Acho que pra avisar você, ou outro alguém, de que ele está ali pronto para uma conversa. Qual o seu nickname e subnick? Que música você está escutando? (Eu tava escutando “Difference Maker” do Needtobreathe, quando escrevi esse post, caso alguém queira saber! Hehe). E, ae? Mandou um oi? O que você quer que o mundo saiba sobre você? Sobre sua igreja? Sobre sua vida? Vamos reabrir essa janela e investir nessa conversa?

Que Deus nos abençoe a comunicar sua mensagem! Até uma próxima!