6 maneiras de se comunicar melhor

Todos somos comunicadores desde o dia em que aprendemos os primeiros gestos, os primeiros sons, as primeiras palavras. Eu sou um comunicador e é minha paixão, pois amo falar, discursar, pregar, discutir e conversar. E eu realmente acredito que O QUE nós falamos ou comunicamos e COMO nós comunicamos isso, na verdade, importa e importa muito. O que comunicamos não é apenas mais uma idéia ou formalidade, é uma oportunidade de ver transformação na vida de nossos ouvintes, que pode afetar o movimento do mundo inteiro. Com isso em mente, quero expor, ao longo de algumas dicas, o que eu venho descobrindo e observando como útil em técnicas de comunicação.

As dicas que aqui compartilho nunca me foram ensinadas no seminário, no magistério ou na academia, mas estas são coisas que eu aprendi a partir de grandes comunicadores que venho acompanhando ao longo dos anos, como ouvinte. Então, aqui vão as minhas seis maneiras de se comunicar melhor, seja por forma escrita, falada, conversada, etc.

Olha, devemos ser honestos: se você é um comunicador, há um conceito que deve soar verdadeiramente para todos nós na comunicação: “O que você diz é quem você retrata.” Para nós, este retrato é o de Jesus Cristo e do legado que ele deixou para trás em sua vida terrena. Quando somos pragmáticos e calculistas com o que dizemos, estamos cuidando da mensagem que Deus nos confiou.

É extremamente importante que gastemos tempo para trabalhar a comunicação porque ela importa. Suas palavras podem literalmente catalisar movimentos e visões.

Elas podem dar àqueles sem propósito, um propósito. Além disso, pode trazer vida ao inanimado. As palavras são importantes. Com palavras a Terra foi criada. Com palavras, Jesus disseminou a cura e esperança em ambos judeus e gentios. Nós temos uma oportunidade única como comunicadores de sermos os porta-vozes de uma maré de mudanças, vivendo aqui, agora, hoje e nesse novo mundo chamado internet.

1. Comece pelo fim

Eu sei que parece um contra-senso, especialmente quanto a elaboração de uma conversa ou programação, mas é importante começar pelo fim em se tratando de se comunicar. Começar com aquilo que você quer que as pessoas saiam sabendo dá propósito certo e claro à mensagem e responde o “porquê” da questão. Demasiadas vezes, eu ouço comunicadores falhando em responder o “porquê” de suas falas, conversas, posts e vídeos. É praticamente impossível lançar uma visão adequada sem responder à simples pergunta do “porquê” dessa visão.

É por isso que um bom título ligado à ideia central do que se quer passar com o texto, palestra ou conversa é essencial.

2. Informações concisas recebem bons feedbacks

Estamos vivendo em uma era pós-moderna, quer queiramos admitir ou não. Por causa da globalização e da tecnologia, estamos recebendo informações em um ritmo muito, mas muito, mais rápido que antigamente. Essa comunicação ágil catalisou o surgimento de empresas de mídia social como o “Twitter”, “Tumblr”, “Instagram” e até mesmo o “Facebook”, que mesmo sendo uma útil ferramenta, todos nós temos aquele amigo abençoado que gosta de digitar gigantes manifestos sobre por que você deve votar no partido dele, ou como comer brócolis é muito mais saudável do que comer hambúrguer… hehe!

Nossas vidas hiper-conectadas estão nos levando a uma certa síndrome de curtos períodos de atenção e todos os comunicadores precisam se adaptar a isso.

Se você mantiver sua mensagem, sermão ou palestra em 25-30 minutos ou 140-150 caracteres, você terá três grandes e visíveis vantagens:

      1. Seus ouvintes irão se lembrar mais do que você disse, porque eles vão forçá-lo a ser mais conciso;
      2. Você conseguirá fazer com que os seus ouvintes entrem, entendam e saiam no tempo certo e determinado (por eles, pelo tempo, pela vida, etc.), o que vai fazer de você um bom administrador do tempo deles;
      3. Os seus cultos, posts, vídeos, reuniões, plataformas sociais e encontros semanais serão mais consistentes, o que seus colaboradores e voluntários irão adorar!;

3. Deixe o diferente pra sobremesa

Eu nunca vou esquecer a primeira vez que eu tentei usar uma palavra grega num sermão, ou latim em uma palestra, foi um desastre total de transliteração e amontoados de palavras, que trouxeram mais pontos de interrogação sobre as cabeças dos espectadores do que um grande e colossal “AMÉM”, que eu tanto esperava. Concordo que muitas congregações, ou grupos de interesse, amam uma abordagem mais acadêmica da comunicação, mas para a maioria, sem formação num seminário formal, as palavras gregas, hebraicas, em latim, em “igrejês” rebuscado, em “pentecostês” exaltado, realmente não fazem diferença para a linha de raciocínio ou para a real mensagem que você está tentando transmitir ou falar. Se você tiver feito sua lição de casa e se preparado, pensado em suas palavras (escritas ou faladas), gestos e imagens, você pode passar a linha de raciocínio da mensagem sem usar palavras difíceis ou regadas de interpretações confusas.

Mas, por favor, me entenda, não tome isso como um passe livre para não fazer o trabalho de pesquisa, estudo e preparação devidas. Eu realmente acredito que uma boa preparação e estudo são essenciais para a boa comunicação. Estou apenas dizendo que a maioria das pessoas não ficam impressionadas com o nosso conhecimento de línguas antigas, árvores genealógicas das denominações ou teorias teológicas do momento. Afinal de contas, não se esqueça que estamos nos comunicando para ver transformação na vida das pessoas. Nós não estamos nos comunicando para mostrar aos outros o vasto conhecimento agregado de nossa compreensão da vida. Em uma outra nota, na cultura “igrejesca” já temos palavras e liturgias suficientes para fazer com que os recém-chegados se sintam em uma terra estranha ou como se estivéssemos falando uma língua escondida e esquecida a milênios.

Ao manter os jargões, palavras gregas e o bom e velho “igrejês” de lado, na verdade você estará praticando a hospitalidade aos recém-chegados ou àqueles que retornam a igreja (inclusive ao seu site) pela primeira vez em um longo tempo.

4. Diga algo em tudo, em tudo diga algo

Uma das maiores armadilhas da comunicação é pensar que isso tem que ser feito com palavras. No entanto, alguns dos comunicadores mais bem sucedidos são aqueles que podem aproveitar todos os meios de comunicação para transmitir uma idéia. Houve um tempo em que a Igreja era o centro das artes criativas. A igreja aproveitava sua grande influência para contratar, formar e difundir artistas e pensadores. Ande por uma catedral antiga e você poderá ver a beleza dos dons que um Deus criador deu ao homem, sendo comunicada do chão ao teto, nas paredes e vitrais.

Nós perdemos um senso de criatividade em nossas igrejas que deve ser recapturado. Podemos fazer isso de forma prática usando: música, filmes, fotografia ou teatro. Podemos utilizar o púlpito e as redes sociais como uma tela em branco, criar conjuntos, decorações, imagens que ajudam a suportar uma série de palestras ou uma série de lições ou tutoriais e alterá-los com freqüência. Crie uma equipe de criativos para ajudá-lo a executar o que você sonha, tanto no púlpito como fora dele. Quanto mais gente pensando e criando melhor!

5. Busque feedback constante

Buscar feedback pode ser difícil e amedrontador por causa do medo de se ter um comentário negativo. Amigos, eu estou com vocês! Sinto a mesma coisa. Mas não tenham medo. Com isso dito, eu quero encorajar vocês a encontrarem duas ou três pessoas que você pode realmente confiar, aqueles que você pode depender para lhe darem feedbacks honestos. Não escolha pessoas que irão lhe agradar, mas aqueles que lhe darão críticas amorosas, amigos de verdade segundo o livro de Provérbios. Tenho três pessoas na minha vida que eu sempre peço feedback. Buscar feedback com elas fez de mim um melhor comunicador pra mim mesmo, revelando áreas em que eu preciso melhorar para crescer.

Quando aprendemos, estamos dando uma oportunidade para melhorar a nós mesmos e estamos honrando nosso presente, melhorando o futuro. As pessoas que você confia e ama provavelmente te amam de volta. E, se eles te amam, eles terão o melhor interesse em mente ao dar-lhe feedback. As vezes quinze minutos é o tempo que você mais precisa para realmente sentar-se com algumas pessoas e obter a opinião delas. Mas tenha os ouvidos sempre abertos.

6. Concluindo: pare de dizer “Concluindo”

Você está tremulando a bandeira branca da rendição quando você diz “Concluindo”, no final de sua palestra, post, mensagem ou encontro. Ao dizer essa simples palavra, você está dando permissão para que seus ouvintes comecem a pensar naquela janta no “Outback”, aquele vídeo logo abaixo do seu post no feed, ou no que fazer quando chegar em casa, ao invés do que você está tentando articular ou comunicar. Normalmente, quando nós verbalizamos essa frase, inevitavelmente teremos mais 5 ou 10 minutos de tempo (ou menos que uma linha) pra explicar por que os últimos 20 minutos de fala ou texto anterior eram realmente importantes. O “porquê” ou “agora, o que faço” de nossa conversa ou fala é extremamente importante e crucial para as pessoas contemplarem e aplicarem sua mensagem ao longo da semana. Por que alguém iria prejudicar os seus estudos, preparação e pensamentos finais com planos de uma saborosa cebola empanada?

Que Deus nos abençoe a comunicar sua mensagem por todos os meios, locais e pessoas possíveis! Concorda? Discorda? Tem as mesmas dificuldades que eu? Me conta aqui embaixo! Até a próxima.

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