Inovação Centrada em Pessoas – Parte 1

VOCÊ CONHECE O PÚBLICO ALVO DAS SUAS AÇÕES DE COMUNICAÇÃO?

As igrejas são (ao menos deveriam ser) locais de acolhimento, e sendo assim, normalmente são formadas por grupos de pessoas diversas, com interesses diferentes e gostos extremamente complexos. Dessa forma, será que planejar a comunicação neste contexto é algo simples?

Vamos imaginar uma situação hipotética, provavelmente já vivida por qualquer membro de igreja ativo na organização de eventos:

Você é desafiado pelo pastor de sua igreja a criar um evento de cunho fundamentalmente evangelístico. Este evento tem um único objetivo, o de alcançar o maior número de pessoas possível.

PRIMEIRA QUESTÃO

É possível realizar este evento sem conhecer o seu público alvo, apenas utilizando a informação “alcançar o maior número de pessoas possível”?

A resposta é NÃO.

Na realidade, possível é, mas provavelmente o potencial do evento organizado não será plenamente alcançado. Vale ressaltar que número não é o único fator a ser analisado nestes casos, mas sim o quão proveitoso o mesmo foi para a vida das pessoas que participaram do evento, sendo inclusive fundamental analisar posteriormente o número de pessoas que compareceram à mobilização, sentiram-se servidas de forma adequada e, dessa forma, retornariam no caso de uma nova organização (ideia de atendimento das expectativas).

Estas informações usualmente são esquecidas por boa parte dos organizadores de eventos e grupos de comunicação nas igrejas, resultando muitas vezes em frustrações e decepções, bem como descontinuidade das ações.

SEGUNDA QUESTÃO

Buscar alcançar o maior número de pessoas possível é sempre a melhor estratégia?

Pode-se dizer que, na grande maioria das vezes, esta NÃO é a melhor opção.

Quando não definido de forma precisa o público alvo de uma ação de comunicação ou evento, a mensagem a ser passada torna-se muito ampla e, na maioria das vezes, vaga e ineficiente, não cumprindo com o seu objetivo (no caso de nosso evento hipotético, passar de forma eficaz a mensagem de salvação que está presente na Palavra de Deus).

Imagine que, neste caso, a encomenda de organização do mesmo foi feita para um jovem da igreja. Qual seria a “cara” dessa reunião?

Provavelmente, sendo este um jovem que tem como preferência bandas de rock, ou até mesmo acostumado com a ideia de “louvorzão”, o perfil deste encontro seria, de uma forma bem específica, baseado na participação de diversas bandas e músicas mais agitadas. Será que um idoso, por mais sedento que esteja para ouvir a Palavra de Deus e queira ser tocado pelas verdades do evangelho, se sentirá confortável com esse tipo de organização? Será que ele será impactado de forma eficaz?

PARA REFLEXÃO

Quais os pontos chave para uma comunicação eficaz com os diversos públicos da sua igreja? Como eles podem ser impactados de forma eficaz?

Quer dar sua opinião? Escreva abaixo!

Em nosso próximo post, Inovação Centrada em Pessoas: Ferramentas Práticas para se conhecer de forma profunda o público alvo de sua campanha de comunicação.

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