Guia prático sobre vídeo para igrejas – Lição 13

LIÇÃO 13: RESOLUÇÃO DE IMAGEM

Na lição passada falamos sobre proporção e hoje vamos aprofundar um pouco sobre algo que tem tudo a ver com ela: resolução. A resolução, por sua vez, está intimamente ligada com qualidade de imagem.

As dimensões das imagens são medidas em pixels. Elas medem o número total dos mesmos existentes ao longo da largura e da altura da imagem. Como observamos semana passada, os pixels são as menores unidades digitais de uma imagem. Se você aproximar uma imagem bem, vai perceber que são compostas por pequenos quadradinhos, um ao lado do outro. Cada quadradinho possui uma informação de cor que, em conjunto, forma o contexto final.

ex pixels

A resolução é a nitidez de detalhes em uma imagem e é medida em ppi (pixesl per inch, ou, pixels por polegada), quando nos referimos à tela; se falamos em impressão, o termo correto é dpi (dots per inch, ou pontos por polegada). Quanto maior a quantidade de pixels contidos na imagem, melhor será a sua resolução, e consequentemente, sua qualidade impressa, principalmente nas sombras e partes escuras. Uma imagem com resolução baixa ficará borrada e com menos detalhes.

Isso também afeta diretamente o tamanho da imagem produzida. Este é medido em kilobytes (K), megabytes (MB) ou gigabytes (GB). Imagens com um número maior de pixels podem reproduzir mais detalhes em um determinado tamanho impresso, mas exigem mais espaço em disco para armazenamento e podem ser mais lentas na edição e impressão. Então, quando falamos em resolução estamos balanceando ajustes entre a qualidade e o tamanho. Mas lembre-se que o tipo de compactação do arquivo também pode influenciar no tamanho. Leia sobre os tipos aqui.

Usualmente trabalhamos com três tipos básicos de resolução de imagem: 72, 150 e 300.

Se criarmos um documento de 10 polegadas por 10 polegadas (mais ou menos 25,4×25,4cm) com uma resolução de 72ppi e outro com o mesmo tamanho, mas com 300ppi, vamos perceber que seus tamanhos na tela serão diferentes. Isso ocorre, pois o número de pixels utilizado é diferente. No primeiro, temos 720 pixels dispostos na vertical e na horizontal; já no segundo, 3000.

  • 72ppi: é usualmente utilizado para produções destinadas à internet, que serão somente exibidas na tela;
  • 150ppi: destina-se a produções impressas, mas com uma qualidade mais básica, como jornais ou documentos que contenham em sua maioria textos, ou imagens que serão vistas de longe, como outdoors;
  • 300ppi: recomendável para imagens que serão impressas e precisam de nitidez satisfatória; aqui, você pode obter um cartaz tamanho A3 (42×29,7cm) sem maiores problemas.

Na dúvida, sempre trabalhe com um número maior de resolução, pois caso você tenha que diminuí-la você não terá prejuízo no seu trabalho. Se você tiver um arquivo a 72ppi e simplesmente trocar a resolução para 300, desejando que o tamanho inicial continue o mesmo, alguns pixels terão que ser criados do nada! E não preciso dizer que o método para essa criação resultará em uma imagem de qualidade terrível, não é?! É feito através de uma interpolação (resampling ou reamostragem), que explicada de uma forma bem simplória, seria como se tivéssemos um pixel branco ao lado de um preto e, mudada a resolução, um pixel cinza seria criado entre eles. O inverso não seria um problema, já que teríamos pixels “sobrando”. Isso pode significar o aumento do tamanho da imagem ou uma condensação da informação, jogando-se fora alguns pixels.

E NO VÍDEO?

Posto tudo isso, no que se refere aos vídeos, podemos aplicar o mesmo conceito, mas estamos falando em quantidade de pixels contidas na horizontal e vertical de um quadro. Algumas resoluções comuns são a 640×480 (SD), 1280×720 (HD) e 1920×1080 (HD). Normalmente, referimo-nos a elas somente pela sua dimensão vertical, como 480p, 720i ou 1080p. Aqui, o “p” e o “i” significam “progressive” e “interlaced”, respectivamente, referindo-se ao método de digitalização dos sinais enviados para exibição. Por exemplo, em uma TV, um método progressive trabalha com toda a imagem exibida de uma vez, o que reduz aqueles flashs que percebemos ao assistir. Neste método as imagens parecem mais suaves e com aspecto semelhante aos filmes. Já no método interlaced, a imagem é dividida em linhas (ou campos) que acendem alternadamente, com uma diferença de 1/60 avos de segundo. Este sistema se baseia no fato de que os nossos olhos não percebem essa ação explicitamente e são de qualidade inferior.

O segredo é obter a imagem com o menor tamanho possível sem comprometer a qualidade. É muito importante saber o local de exibição da sua produção para poder escolher uma resolução adequada. O tamanho do arquivo é algo essencial a ser levado em conta, tendo em vista que todo nosso material bruto capturado terá que passar por uma edição. Acredite, você não vai querer esperar três minutos para que seu computador pense, processe e corte determinado pedaço da filmagem que não ficou bom.

Quer saber mais? Ficou com alguma dúvida? Fale com a gente! Deixe seu comentário abaixo e vamos descobrir os melhores métodos para nossas produções juntos!


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