4 pílulas para igrejas com uma comunicação resfriada

Em tempos de Facebook Ads e mailing, as comunicações formam um dos mais importantes indicadores de saúde e crescimento de uma determinada igreja, mas também são, atualmente, a parte mais esquecida e subestimada na grande comissão da maior mensagem de todos os tempos: O Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Algumas vezes nos deparamos com certas igrejas e líderes que nos contatam procurando ajuda na criação de uma estratégia eficaz de mídia social para alcançar sua comunidade, bairro ou cidade. Após várias avaliações e estudos iniciais, podemos perceber que a implementação de uma estratégia de mídia social seria como passar batom em um cavalo pra deixar seus dentes mais apropriados: uma situação feia, que fica ainda mais feia, infelizmente.

Grande parte dos problemas que me levam a dizer isso é que as igrejas têm um enorme problema interno com as suas comunicações. É essencial que toda igreja se preocupe com a comunicação dirigida à congregação, pois se esta for “renegada”, tão pouco a comunidade, bairro ou cidade será alcançada. Uma real estratégia de comunicação deve ser composta de dois grandes (e igualmente importantes) elementos: uma comunicação interna e uma comunicação externa. Aqui então, trazemos algumas pílulas, ou remedinhos da vovó, pra afastar esse resfriado de qualquer comunicação estratégica:

1. Comunique-se para comunicar

Há alguns milhares de anos Jesus disse que um reino divido nunca prosperaria. E, aparentemente, nós continuamos a discordar incessantemente desta afirmação com nossas atividades semanais. Parece que em muitas igrejas há um problema de comunicação interna insanável e sem solução. Eu já vivi isso na pele. Parece que as pessoas não entendem o que você fala, como se você estivesse falando grego com elas. E às vezes você está falando!

Nem todos possuem a mesma educação e criação que você, logo, pra encontrar alguém que realmente pense como você pensa é impossível. Só existe uma pessoa como você no mundo todo: você mesmo! Hehe. Uma boa forma de resolver isso é aprender a escutar mais e falar menos, como o livro de Tiago nos desafia a tentar. Se você está passando por estes problemas, brigar e berrar não é a saída.

Pegue uma folha, um pouco de paciência e uma pitada de persistência e junte os responsáveis/líderes pelos departamentos ou ministérios que usam os meios de comunicação da igreja e faça-os escrever os problemas de comunicação interna que cada um percebe e vivencia. Depois disso, cole esse papel ao lado do seu desktop e nunca mais se esqueça do que eles precisam! Um Google Calendar, um grupo no WhatsApp (bem utilizado claro! Sem fotos e vídeos desnecessários, que seja objetivamente criado!) ou um chat no Facebook ou Google que todos respondam com certa rapidez pode solucionar os maiores desencontros atuais.

2. Mantenha sua equipe na mesma página

Sua equipe, seja ela grande ou formada por apenas mais um, é provavelmente a mais ciente sobre os problemas e as atuais lacunas de comunicação, mas parece que ninguém quer falar sobre esse assunto. Isso é um verdadeiro problema! Engajar seus voluntários para comunicar de forma eficaz é a chave para experimentar um avanço nas comunicações externas da igreja. Essa conversa requer confiança, honestidade e transparência para se estar no grupo ou equipe. Lembre-se, você nunca vai melhorar alguma coisa a menos que você seja capaz de ter um verdadeiro debate e discussão sobre a raiz do problema.

Crie uma reunião mensal ou semanal, de acordo com seus objetivos e tamanho e nela obtenha feedback de sua equipe sobre todas as questões, escrevendo uma lista em um quadro branco ou numa cartolina para que todos possam vê-los. Em seguida, comece a sondagem do terreno, peça para que todos ao redor da sala lhe dêem três questões/problemas que mais se destacam para eles. Este processo irá identificar o que é comumente visto como problemas por toda sua equipe. E é conhecendo o inimigo que fica mais fácil ir pra guerra.

3. Escolha bem ou revitalize os canais de comunicação

Igrejas são conhecidas por seus sites desatualizados e contas de mídia social estagnadas. Tenho certeza que você já viu muitas por aí, em suas andanças. Mas fique atento, estes canais funcionam hoje como o tapete de entrada de boas-vindas da sua igreja. Eles são freqüentemente visitados e pisados por pessoas de fora, antes mesmo delas pensarem em adentrar a escuridão do desconhecido que a porta de sua igreja tem a oferecer em um domingo. Duas coisas que você pode tratar de revitalizar agora mesmo nestes tapetes de boas-vindas da sua igreja são:

No seu site – Os visitantes acessam um site de igreja mais vezes do que os próprios membros participantes e regulares de uma igreja, por isso, você deve ter a constante preocupação de redesenhar seu site para que ele seja amigável e convidativo (nesse post aqui falamos sobre porque você deve prestar atenção na experiência do usuário em seu site). Coloque todas as informações vitais na primeira página para que os visitantes não tenham que, na “sorte”, encontrar o endereço ou horários dos seus cultos. Um vídeo institucional ou “marketeiro” mesmo sobre o que os membros e visitantes podem esperar de sua igreja é uma enorme vantagem em dias atuais! Se você quiser saber mais sobre dicas para sites de igrejas, clique aqui.

Nos canais de Social Media – Exclua contas de mídia social que não são ativas e utilizadas e não tente atualizar ou cuidar de todas ao mesmo tempo. É como colocar inúmeros tapetes de formatos e cores na porta de entrada. Ninguém vai saber exatamente onde pisar ou limpar os pés. Existem pouquíssimas igrejas mandando bem no Pinterest ou no SnapChat e você não precisa ser uma delas, só porque elas estão lá. Capture a diversão e real vida de sua congregação – não basta apenas postar apenas citações e legendas de sermões em fundos pitorescos. Seja criativo e ativo, dando às pessoas uma prévia da vida e interação social que elas irão encontrar ao entrar em sua igreja, dentro dos seu canais de mídia social. Quer saber um pouco mais sobre mídias sociais e igrejas também? Clique aqui.

4. Centralize as comunicações em uma decisão

Crie um departamento de Comunicação. Faça esse favor a você mesmo e ao futuro da sua igreja! Converse com seus líderes e se quiserem mandem eles conversarem com a gente se ainda não entenderem vocês! Hehe. A ideia de se ter um departamento criativo e real é um dos mais novos e mais necessários na igreja de hoje. As igrejas não estão morrendo porque lhes falta boas informações, todas temos a maior de todas que é a salvação em Jesus Cristo; elas estão morrendo porque lhes falta uma boa comunicação, tanto interna como externa. Quer ver uma avaliação empírica e que não demora muito pra saber se uma igreja tem ou não tem um departamento de comunicação? Olhe para os seus boletins, revistas ou jornais semanais e saiba quem está lidando com as comunicações:

  • Todo o texto se encontra em colunas perfeitas? = alguém do departamento da contabilidade ou tesouraria está escrevendo;
  • Nove em cada dez avisos falam de eventos dos jovens? = o pastor ou líder da juventude está no comando;
  • Desenhos e clipart do Windows 95? = algum gerente do escritório ou da secretaria está escrevendo, e simplesmente não larga o osso do boletim;
  • Termos e palavras que ninguém conhece o significado? = o pastor titular colocando seu mestrado de teologia em prática é quem está escrevendo;
  • Um design super colorido que dura por mais de três meses? = o diretor de comunicação está no comando, e não está muito afim de novas ideias não;
  • Não tem boletim? = um líder de vinte e poucos anos preocupado com o planeta e o aquecimento global está escrevendo, ou melhor, digitando;

Hahaha! 😛 Brincadeiras à parte, um departamento de comunicação centralizado e dirigido por um líder, ministro ou pastor de comunicação criativa pode ser um catalisador necessário para o impulso que você deseja em todas as áreas ou departamentos ministeriais. Esse departamento central será responsável por definir um padrão de excelência para toda a comunicação que é liberada ou postada. O que faz TODA a diferença.

Bom, são essas quatro pílulas que, ao meu ver, deixam qualquer benegripe no chinelo, quando o assunto é afastar pra lá essa comunicação resfriada. Aplicando-os com regularidade e organização tenho certeza que você trará suas comunicações da igreja de volta à saúde, para que você entregue a maior mensagem de todos os tempos com a criatividade, cuidado e preocupação que ela merece.

Curtiu? Algo a acrescentar? Críticas e sugestões? Fala com a gente aqui embaixo! Até a próxima e que Deus nos abençoe nesse bom e árduo trabalho.

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