Guia prático sobre vídeo para igrejas – Lição 36

LIÇÃO 36 – EDIÇÃO: ROLO A E ROLO B

Beleza. Então você está sentado em frente ao computador, já importou todas as suas filmagens e está pronto para começar a editar. Por onde começar? A resposta a essa questão dependerá muito do tipo de vídeo que você está criando. Hoje, para essa lição, vamos supor que você esteja editando algo como um documentário ou uma entrevista. Este tipo de vídeo abrange vídeos de avisos, vídeos de testemunho, vídeos de boas-vindas etc. Se esse for o caso, você deve começar separando o rolo A e o rolo B. Mas o que são isso?

Antes de esclarecer esse mistério rs, queria ressaltar algo que pode parecer simples, mas acho que faz grande diferença. Procure ser organizado com seus arquivos. Tome o cuidado de assistir a tudo que você importou e renomear com títulos que serão facilmente reconhecíveis por você mesmo mais tarde. Você pode gastar um bom tempo fazendo essa catalogação. Mas, ao editar algo para ontem e precisar de uma determinada cena, fazer uma busca rápida em sua própria biblioteca resolverá o problema.

E quando você possuir uma infinidade de arquivos IMG0001, você vai ter desejado ter sido mais organizado. Principalmente se o seu computador já estiver um pouco lento como o meu e demorar séculos para te dar uma pré-visualização. E para te ajudar na lentidão também, faça alguns backups regularmente para livrar a memória do computador de tanto peso. Isso pode ajudar para que ele processe tudo mais rápido.

E falando em organizar os arquivos, então, voltamos à nossa questão inicial.

CLASSIFICANDO

Depois de reconhecer e renomear seus arquivos, é legal que você os separe em duas grandes categorias e, aqui, o rolo A seriam as filmagens principais. Por exemplo, se você esta editando um vídeo de profissão de fé, todas as cenas em que o candidato aparece falando seriam filmagem principal. O testemunho é o próprio rolo A. É o material principal do qual você tirará todo o diálogo e o conteúdo verbal do seu vídeo. Digamos, agora, que você está editando um vídeo de avisos. O rolo A seria a filmagem da pessoa em tela apresentando as atividades. E, ainda, se fosse a gravação da mensagem, o principal seria o pastor. Percebe o que estou querendo dizer? O rolo A nada mais é do que as filmagens-base para o seu vídeo.

Naturalmente você já sabe do que se trata o rolo B. Isso mesmo, são as filmagens secundárias. Ele é usado como uma representação visual do que está sendo dito ao longo do vídeo. São cenas complementares, adicionais que se utiliza para cortar do rolo A e variar um pouco. Por exemplo, se durante o testemunho o candidato fala de como Cristo impactou a vida de sua família, um clip relevante de rolo B seria a pessoa em casa com sua família. No caso do vídeo de avisos, o rolo B entraria como a demonstração de certa atividade apresentada, como cenas do local do acampamento. E na gravação da mensagem, cenas da igreja, dos membros ou das mãos do pastor seriam o rolo B.

Basicamente, o rolo A é o quem/o que está sendo dito e o rolo B é a demonstração visual do que está sendo dito.

A

B

Lição 36 - Rolo B Detalhes

Rolo B – Detalhes

E como você pode harmonizar essas cenas secundárias com seu vídeo? Aqui vão 3 dicas de como tirar o máximo de proveito do rolo B.

1. CAMUFLAR ALGUNS ERRINHOS

Provavelmente esta seja a aplicação mais significativa do rolo B. Você pode cobrir alguns erros que podem ter ocorrido durante a filmagem da entrevista, por exemplo. As pessoas normalmente se sentem desconfortáveis diante das câmeras. A não ser que você já tenha tido alguma experiência prévia, ser entrevistado é bem intimidante e isso pode afetar o modo como a entrevista se desenvolverá. Mesmo que o entrevistado seja um cara super profissional, haverá ainda momentos de “hum…”. Ainda, longas pausas e palavras que saem um pouco estranhas podem ocorrer. Estes acontecimentos precisam ser editados e ajustados. E o rolo B se encaixa perfeitamente aqui para esconder todos os cortes e edições que precisam ocorrer no rolo A.

Frequentemente, ao se editar uma entrevista, precisa-se cortar grandes partes de uma frase e colar com outras para que se obtenha o diálogo mais sucinto possível. Se isso fosse feito apenas com o rolo A, veríamos vários saltos e cortes na imagem que não seriam agradáveis. Mas ao utilizarmos cenas secundárias para cobrir esses pulos, podemos obter diálogos sucintos mesmo com os entrevistados mais inexperientes ou tímidos.

2. EVITAR VÍDEOS TEDIOSOS

A não ser que você esteja filmando vídeos de treinamentos técnicos, onde a empolgação e a sensação visual não são tão importantes, usar um único ângulo de filmagem é incrivelmente tedioso. Um testemunho em que a pessoa fica sentada em uma cadeira e só fala o tempo todo vai causar muito sono. A duração média de uma cena na televisão ou no cinema é de 4 a 6 segundos. Então nós como telespectadores estamos condicionados a esperar variedade e mudanças na tela. Um vídeo de apenas um ângulo e enquadramento, sem mudança, transmite aos nossos cérebros que se trata de um vídeo amador e nossa atenção fica comprometida.

Usar o rolo B é um jeito simples e prático de dinamizar os seus vídeos. Você pode intercalar cenas do entrevistado com outras cenas interessantes que irão ilustrar o que ele está dizendo. Mesmo que sejam cenas simples como filmagens das mãos dele ou outros ângulos da pessoa. Isso já é algo para mudar um pouco o visual na tela.

3. ILUSTRAR

Quando a representação visual do que está sendo dito é adicionada ao diálogo, exponencialmente multiplica o impacto do vídeo. Mesmo nos vídeos de tutoriais, é preciso variar um pouco para tornar o vídeo mais fácil de aprender e digerir. E quando você consegue realizar esse corte para uma cena que ilustra perfeitamente o texto, é aí que a mágica acontece.

FINALIZANDO

Antes de terminarmos nossa conversa de hoje, fica aqui uma dica a mais: nunca filme o rolo B antes de filmar o rolo A. Parece óbvio, né?! Mas eu já fiz isso e não deu muito certo. Talvez você tenha uma bela ideia para sua filmagem e se você não tomar cuidado, essa bela filmagem irá roubar a cena, literalmente rs, da entrevista em si, por exemplo. Não deixe que isso aconteça! Primeiro capture a filmagem base e depois, a partir daí, planeje as cenas a serem filmadas para o rolo B e execute a ação, nesta ordem. Desse modo, você terá apenas cenas relevantes e que possuem significado no seu vídeo. Você não terá que forçar alguns cortes que não fazem sentido, pois você não os planejou de antemão.

E você? Já sabia de tudo isso? Tem alguma experiência ou método que gostaria de compartilhar? Escreva aí embaixo!


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