Guia prático sobre vídeo para igrejas – Lição 07

LIÇÃO 07: COMPRESSÃO: COMO FUNCIONA?

Se você chegou até aqui com a gente, parabéns! Já estamos em um ponto bom em nossa guia: já falamos sobre as câmeras, as lentes e alguns detalhes importantes. Agora, antes de apertar o “REC”, precisamos falar sobre alguns ajustes que vão garantir que sua filmagem esteja sendo feita da melhor maneira possível.

Se você se lembra da nossa lição sobre frame rates, sabe que os vídeos são compostos de muitas imagens por segundo e cada segundo tem, no mínimo, 24 imagens. E por causa de tantas imagens em um único segundo, nossas câmeras têm que achar um meio aceitável de guardar toda essa informação que está sendo capturada. E a este processo chamamos de compressão.

Como a compressão funciona?

Imagine que sua câmera está mirando seu objeto ou pessoa e está gravando. Mas ela não está gravando tudo que vê, é muita informação e detalhe para capturar tudo de uma vez! Então, ela escolhe e faz uma seleção do que guardar e do que descartar, baseado no que ela julga bom ou ruim, de acordo com sua programação. A consequência deste processo é que nos permite gravar várias horas de vídeo em cartões pequenos e práticos, como os SD.

Mas, como tudo, aqui também se paga um preço por isso. Quanto mais informação e dados a câmera descarta durante o processo de compressão, menos detalhes teremos ao final e menor a flexibilidade ao se trabalhar na pós-produção. O processo de compressão moderno é muito bom, pois mantém os arquivos de vídeos pequenos enquanto garante uma qualidade alta. No entanto, é nosso trabalho maximizar esse potencial! Podemos ajustar nossa câmera, dizendo a ela qual informação é boa e qual é ruim para determinada ocasião na qual estamos trabalhando. Esses ajustes incluem a exposição, balanço de branco, ISO e a velocidade, sobre os quais vamos falar detalhadamente nas próximas lições.

A razão pela qual esses ajustes são tão importantes é que ao transferirmos nossos vídeos para o computador para a edição, estamos preocupados em termos vídeos com aparência mais próxima possível do resultado final que estamos buscando. Se a imagem está muito clara ou muito escura, ou o balanço das cores não está bom, teremos um pouco de trabalho na manipulação para correção desses pontos, pois a qualidade geral do vídeo começa a sofrer.

A compressão pode ser um desafio, mas desde que você esteja atento a ela e saiba fazer os ajustes de acordo, você conseguirá produzir belos vídeos para a igreja usando equipamentos acessíveis. A vantagem, ainda, é que nos força a estarmos envolvidos no processo de filmagem, tomando decisões, o que contribui para nossa formação como melhores operadores de câmera e editores.

Como você tem usado a compressão a seu favor? Quais são os ajustes que você faz? Fale com a gente!


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