Guia prático sobre vídeo para igrejas – Lição 15

LIÇÃO 15: PROBLEMAS COMUNS DAS DSLR’S

Olá pessoal! Se você ainda se lembra lá das primeiras lições, sabe que defendemos as câmeras DSLRs para uma produção legal de vídeo na igreja. Essas câmeras são animais para filmagem. Elas revolucionaram a cena e deram a todos a oportunidade de filmar belos vídeos que a maioria não tinha como, devido aos altos preços e inacessibilidade das soluções mais profissionais. No entanto, elas possuem sim alguns pequenos problemas.

#1 – ALIASING

As DSLRs foram pensadas primariamente para a fotografia, ou seja imagens estáticas e a habilidade de filmar foi um incremento para a maioria das empresas desenvolvedoras. Sua câmera tem um sensor que é bem maior que 1080p ou que a alta definição de vídeo usual. Então ao invés de filmar a 1080p, sua câmera possui um sensor 5 vezes maior que essa quantidade e ele diminui a imagem, lançando algumas prerrogativas. Ele descarta informação, como já falamos aqui. Então quando você tem um padrão complexo, como uma estampa em uma camiseta ou tijolos em um prédio, o resultado será umas linhas desconexas, feias e estranhas ao invés do padrão como realmente é. E a isso chamamos de aliasing.

Neste mesmo sentido, podemos ter o aparecimento do Efeito Moiré. Este efeito é o resultado de uma interferência entre o padrão fotografado e o padrão normal dos pixels do sensor da câmera. Ele se caracteriza por um estranho padrão ondulado que não existe no motivo real.

efeito moiré

Como se forma o efeito moiré
Fonte: nikonsupport.eu

Aqui está um exemplo:

Efeito Moiré - exemplo

Percebe como as linhas verticais, principalmente as mais finas, ficam um pouco confusas quando ampliamos?

Existem alguns truques que você pode fazer para evitar o aliasing no Photoshop, mas as DSLRs não têm o processamento necessário para realizar o mesmo. O melhor jeito de combater essa distorção é diminuir o sharpness no menu, em estilos de imagem: não irá eliminar o aliasing totalmente, mas já será de grande ajuda; e para diminuir o efeito moirè pode-se usar um filtro ótico na lente de passagem baixa.

#2 – ROLLING SHUTTER

Rolling shutter acontece quando movimentos bruscos são feitos com uma DSLR. É também chamado por alguns de “jellocam”, pois quando você assisti, a filmagem parece toda tremida, como uma gelatina. Aqui está um vídeo que demonstra o que seria esse problema, é difícil de explicar, mas fácil de reconhecer uma vez que você o veja:

Para evitar esta aparência em seus vídeos, é simples: não faça movimentos rápidos ou bruscos quando com a câmera em mãos.

#3 – SUPERAQUECIMENTO

Mais uma vez, lembre-se que as DSLRs nao foram concebidas para filmagem e quando você as utilizar para esta função, inevitavelmente terá um problema de superaquecimento.

Isto normalmente acontece quando você realiza uma filmagem longa, por horas sem parar. Ou a câmera apenas para de filmar e uma mensagem aparece na tela, dizendo: “recording has stopped automatically” (a filmagem parou automaticamente) ou a imagem se torna granulada, ou ainda ela desliga sozinha.

A razão disso ser um problema para pessoas a igreja como nós é que a maioria dos vídeos que fazemos requerem longos períodos de filmagem. Por exemplo, se você esta filmando um vídeo de avisos ou entrevistas de batismos, testemunhos ou até mesmo o culto inteiro, estes eventos precisam que a câmera continue gravando sem interrupções por um longo período. Uma saída para esse problema é ter dois corpos de câmera: quando uma começa a esquentar, a outra ainda está fria e você pode alternar entre as duas. Não é obviamente a solução ideal, mas pode te ajudar a ter filmagens mais bonitas e com aparência de cinema. Se você tem disponibilidade, pode adquirir uma Panasonic GH2, que não é tecnicamente uma DSLR e não apresenta problemas de superaquecimento.

Dito tudo isso, você precisa tomar uma decisão: o que é mais importante para mim? A flexibilidade de uma filmadora, mas com resultado de filmagens que têm aspecto de filmes caseiros ou os problemas e restrições de uma DLSR, mas com filmagens que são bonitas e têm aparência de cinema? Nada fácil, não é?! Mas compartilho com você a minha decisão: optei pela DSLR. Apesar de seus problemas, o que realmente conta é a qualidade da imagem. E a todo momento o mercado se reinventa e novas câmeras e opções surgem, ate mesmo solucionando esses pequenos problemas. Quem sabe logo mais, nós, singelos videomarkers da igreja, não teremos o melhor dos dois mundos?


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