Guia prático sobre vídeo para igrejas – Lição 18

LIÇÃO 18: ENQUADRAMENTO: POSICIONAMENTO

Como já falamos, o enquadramento e a composição estão intimamente ligados e é o resultado da interação entre esses dois aspectos que vai caracterizar o fragmento da realidade que estamos construindo.

Um dos pontos importante para compor este resultado é o posicionamento. E aqui estamos falando da posição da câmera em relação aos objetos ou cenário. Isso nos permite escolher o que fica fora da ação na tela, qual detalhe significativo mostrar, compor o quadro geral que se vê, modificar o ponto de vista do espectador e ainda explorar a profundidade de campo, criando alguns efeitos dramáticos.

No mundo do cinema, é usual encontrarmos os termos “cena”, “plano”, “sequência” e “tomadas” na construção de uma narrativa que estão relacionados com o posicionamento. E o que significa cada um? A cena define o lugar ou cenário onde a história acontece, sendo composta de planos que destrincham a narrativa. O plano define uma determinada visão da câmera, que contém um determinado espaço e tempo; e cada plano é uma tomada. Podemos refazer a filmagem de um plano várias vezes devido a inúmeros fatores, inclusive erros, e a cada nova tentativa chamamos de tomadas ou takes. Quando mudamos a câmera de posição, ou alteramos o espaço e/ou o tempo, estamos em um novo plano. A sequência, por sua vez, é uma série de cenas ou planos que têm inicio, meio e fim. Por exemplo, podemos filmar um sermão primeiro começando com a visão geral da igreja, damos um zoom no pastor, podemos filmar a congregação e assim por diante, com isto teremos uma sequência: a sequência do sermão.

Sabendo disso, podemos perceber que temos que trabalhar bem os planos de nossa narrativa para trazer dinamismo e dramaticidade para nossas produções. Existem alguns tipos mais comuns para te ajudar na hora de desenhar um esquema para suas filmagens:

1. GRANDE PLANO GERAL

É um plano bem aberto, destinado para paisagens e grandes extensões. Normalmente é o primeiro a aparecer em filmes, ajudando-nos a reconhecer a cidade, o local onde se passa a história a ser contada. Geralmente é filmado de pontos mais elevados, estático ou em movimento, fazendo uma varredura do espaço. É muito usado em novelas para indicar a passagem de tempo, mudança da noite para o dia ou vice-versa.

Visão ampla, gerar reconhecimento do local

Visão ampla, gerar reconhecimento do local

2. PLANO GERAL

É ainda um plano aberto, mas já situa os personagens e objetos no lugar ou cenário apontado, familiarizando o público com a cena. Permite também um espaço suficiente para o movimento dos atores.

Local + personagens e objetos

Local + personagens e objetos

3. PLANO AMERICANO

Introduz e mostra o personagem que está em evidência na cena, mostrando-o do joelho para cima.

Dica: lembre-se se de não cortar as pessoas nas juntas, por exemplo, que a partir da dobra do joelho o resto do corpo está fora do quadro. Isso dá uma má impressão, como se a pessoa não tivesse os membros inferiores. O mesmo vale para cotovelos e pulsos. Corte sempre acima ou abaixo das juntas.

Introduz personagem

Introduz personagem

Este plano tem origem nos filmes de faroeste americano, pois era preciso mostrar o ator com maior aproximação, mas também mostrar seus braços e sua cintura, onde ficava o revólver, para dar sentido as cenas de duelo.

4. PLANO MÉDIO

É, como o nome já diz, um plano intermediário entre o geral e o primeiro plano, variando muito o tamanho do enquadramento. Os personagens aparecem normalmente da cintura para cima. É o plano dominante em produções televisivas.

Plano Médio

5. PRIMEIRO PLANO

Este plano é indicado para dar maior evidência ao personagem, enquadrando-o do busto para cima ou acima do ombro, mostrando características mais pontuais, intenções e traços de emoções.

Primeiro plano

6. PRIMEIRÍSSIMO PLANO

Também chamado de close ou close-up, mostra o rosto inteiro do personagem ocupando todo o espaço da tela, dando dramaticidade à expressão do ator. Deve ser utilizado com moderação para não banalizar o efeito.

O "olho no olho"

O “olho no olho”

7. PLANO DETALHE

Mostra justamente detalhes da cena; muitas vezes direciona o olhar do espectador para perceber um fato importante na descoberta de algum mistério, por exemplo. Pode ser uma parte do corpo ou algum objeto.

Algo que o espectador não pode deixar de notar

Algo que o espectador não pode deixar de notar

Acho que deu para perceber que desde o grande plano geral até o plano de detalhe, é como se estivéssemos nos aproximando com a câmera ou dando um zoom mais, não é mesmo? Vamos falar mais sobre movimentos e ângulos nas próximas lições. Com essas dicas, já dá para variar bem o posicionamento da sua câmera e incluir mais efeitos nos seus vídeos.

Ficou com alguma dúvida? Já sabia de tudo isso e tem algo a acrescentar? Escreva aí nos comentários!


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